quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Bursite pode ser tratada com acupuntura

Bursite é a inflamação da bursa, pequena bolsa contendo líquidos que envolvem as articulações e funciona como amortecedor entre ossos, tendões e tecidos musculares.

Qualquer processo inflamatório nestes tecidos moles, será percebido frequentemente por pacientes em forma de dor intensa, edema (inchaço), inflamação e restrição de movimento.
Suas causas são as mais variadas podendo a doença ser causada por traumatismo, infecções, lesões por esforço, uso excessivo das articulações, movimentos repetitivos, artrite e gota.


OS TIPOS MAIS COMUNS DE INFLAMAÇÃO NA BURSA
 BURSITE SUBDELTÓIDEA AGUDA: o problema começa de repente e atinge seu ápice em apenas três dias. O paciente relata dores que aumentam com o tempo e se tornam intensas nos dez primeiros dias. Do ombro, elas 'descem' até o punho. No exame clínico, o especialista, em geral, encontra uma acentuada limitação da mobilidade. A cura espontânea pode levar cerca de seis semanas. Entretanto, as recaídas são comuns, seja no mesmo ombro ou no lado oposto.
BURSITE SUBDELTÓIDEA CRÔNICA: é bom deixar claro que esta é uma doença à parte e não uma seqüela de uma inflamação aguda não tratada. A bursite crônica primária pode ocorrer entre os 15 e 65 anos e parece ser resultado de alguma outra afecção do ombro. Já a bursite crônica secundária, mais freqüente, é uma seqüela de problemas no manguito, ou na articulação acrômio-clavicular ou de irregularidades no acrômio e/ou no grande tubérculo, depois de uma fratura na região, por exemplo. Nesses casos também existem dores localizadas e restrições de movimento.
BURSITE SUBCORACÓIDE: em geral, esse tipo acontece quando há rotações violentas e repetidas do úmero, osso do braço que se articula com as estruturas do ombro. É o que acontece com atletas como arremessadores de disco. Os principais sintomas dessa inflamação incluem dor do ombro e limitação dos movimentos.


Uma das opções de tratamento, a acupuntura tem se mostrado bastante eficaz tanto no alívio das dores quanto na prevenção de novas crises. A técnica, nesses casos, é focada para tirar dores, desinflamar a região afetada e melhorar a circulação do sangue.

No procedimento não há efeitos colaterais, é minimamente invasivo e indolor, desde que realizado corretamente por médico habilitado. Durante o tratamento, o paciente não deve forçar movimentos, evitar pegar peso, e em alguns casos, ficar em repouso, para aumentar gradativamente os movimentos até a recuperação total.

Como os sintomas de bursite podem ser confundidos com outros problemas que atingem as articulações, o diagnóstico é feito clinicamente, obtido por meio de exames complementares. Uma vez descoberta à origem da inflamação, o profissional em acupuntura poderá administrar o tratamento mais correto.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A importância da acupuntura no tratamento do câncer

A acupuntura pode melhorar consideravelmente a imunidade de uma pessoa com câncer.

Técnicas de acupuntura podem ajudar em transtornos emocionais e falta de apetite. Em casos de pacientes que se submetem à quimioterapia e à radioterapia, é notável o efeito da acupuntura na redução das náuseas ou vômitos. Além disso, há uma grande vantagem desta técnica: Qualquer pessoa de qualquer idade pode ser tratada com acupuntura, exceto os pacientes com infecções generalizadas de pele.

Os diferenciais da acupuntura estão no campo de atuação que é amplo, devido a sua própria natureza e mecanismos de ações, pois, ao estimular o sistema nervoso, regula e harmoniza o funcionamento do organismo como um todo.

Essa técnica tem demonstrado eficácia no tratamento de doenças neurológicas, psiquiátricas, ortopédicas, respiratórias, entre outras. Reconhecendo a importância deste tratamento, a Organização Mundial de Saúde (OMS) organizou uma extensa lista de doenças tratáveis com a acupuntura e esta lista, através de estudos científicos rigorosos, tem crescido cada vez mais.

O procedimento é uma modalidade terapêutica praticada na China há mais de cinco mil anos. Foi trazida para o Ocidente no século 16. Criou-se então um conceito de “acupuntura ocidental” que é uma adaptação da Medicina Tradicional Chinesa, que leva em consideração os conhecimentos atuais de anatomia, bioquímica, fisiologia e patologia.

No Brasil, deixou de ser uma ”terapia alternativa” para tornar-se uma “terapia complementar”, com o reconhecimento como especialidade médica e do fisioterapeuta.

Esse tratamento se utiliza de agulhas, moxas e outros instrumentos e age por meio de liberação de substâncias químicas no organismo. Como consequência, produz efeito analgésico, anti-inflamatório e relaxante muscular, aliviando assim a dor e outros sintomas de determinadas doenças. Esse estímulo aciona áreas cerebrais onde se liberam neurotransmissores específicos, determinando uma função. Nos últimos anos, intensificaram-se as pesquisas científicas para elucidar os efeitos da acupuntura e em quais situações ela deve ser prescrita. Nos EUA, o National Institute of Health (NIH) registra como vantagens da técnica a baixa incidência de efeitos adversos e a melhora de sintomas.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Dúvidas Frequentes Sobre Acupuntura

1. CRIANÇAS PODEM FAZER ACUPUNTURA?

Sim, porém se faz necessário, na maioria dos casos , a substituição por laser , STIPER, dentre outras ferramentas.
2. AS MULHERES GRÁVIDAS PODEM FAZER ACUPUNTURA?

Sim, visto que a terapia auxilia na diminuição de lombalgias, diminuição da ansiedade e náuseas, potencializar a qualidade do sono, dentre outros.

Existem alguns pontos que não deverão ser punturados, pois viabilizam contrações uterinas, provocando o aborto, mas um profissional especialista em Acupuntura sabe eleger adequadamente os pontos.

3. DEVO PARAR DE TOMAR MEUS REMÉDIOS ENQUANTO FAÇO ACUPUNTURA?

Não, visto que apenas o profissional que prescrevera pode suspender a medicação. Apesar de algumas medicações alopáticas mascararem alguns sintomas, o especialista em Acupuntura saberá identificar distúrbios energéticos. 

Com o tratamento de Acupuntura o cliente perceberá mudanças fisiológicas e na maioria dos casos o médico responsável pela prescrição medicamentosa , normalmente, altera a dosagem. Em muitos casos o médico suspende as medicações. 


4. PRECISO DE UM ENCAMINHAMENTO MÉDICO PARA FAZER ACUPUNTURA?

Não. Após a anamnese (entrevista), caso necessário o profissional encaminhará o cliente para o médico responsável e com auxílio de exames laboratoriais saberá identificar a terapia recomendada. O especialista em Acupuntura sabe identificar problemáticas que podem ou não ser tratadas por meio da terapia.

O importante é valorizar o trabalho da equipe multidisciplinar para que cada profissional trabalhe com excelência, com respeito a ética - legal - profissional.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Acupuntura pode doer ?

As agulhas de Acupuntura são 25 a 50 vezes mais finas do que uma agulha comum. Isso significa que é uma prática quase que completamente indolor.

Na maioria dos casos, as pessoas não sentem absolutamente nada e poucos pacientes relatam algum tipo de desconforto no momento em que as agulhas penetram na pele. Sensações de cólicas, formigamento, dormência, calor ou preguiça são os efeitos relatados por esses pacientes. As agulhas são deixadas no local de vinte a quarenta minutos e a maioria das pessoas considera a experiência extremamente relaxante.

Em caso de dor, é importante que seu acupunturista saiba imediatamente, para que possa tornar o procedimento mais confortável. Em pessoas sensíveis à Acupuntura ou com fobia de agulhas, o acupunturista poderá usar agulhas ainda mais finas para ter um efeito suave.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Reeducação Postural Global - R.P.G.

Não é de hoje que sabemos que uma boa postura implica a manutenção do corpo no seu perfeito eixo de equilíbrio. O que nos mantém de pé contra a gravidade, a mais poderosa força que afeta ininterruptamente o ser humano, é a cadeia dos músculos estáticos e tecido fascial que nos envolve.

Através dos nossos músculos estáticos, músculos da postura, enfrentamos o terrível efeito da gravidade e, por essa mesma razão, estes músculos existentes no nosso corpo estão em constante atividade e consequentemente em encurtamento.

Tendo em conta o conceito de que os músculos são os responsáveis pelos movimentos das aritculações, quer dizer de todo o corpo, e que os mesmos estão divididos em grupos com funções antagônicas, torna-se fácil compreender que quando há um  desequilíbrio muscular, ocorrido numa atividade desse mesmo músculo ou grupo muscular, irá provocar um encurtamento do mesmo. Em termos práticos as consequências são nada mais, nada menos do que um desalinhamento do aparelho músculo-esquelético. Este desalinhamento terá como repercussões do nosso organismo o aparecimento de alterações posturais, ou como se diz na gíria popular, “andar torto”.

O corpo apresenta-se como uma grande rede de músculos interligados, onde a propagação de tensões musculares se faz pelo “efeito de dominó”. Assim sendo, o nosso corpo apresenta várias cadeias musculares com localizações e funções diferentes, muitas vezes antagônicas por onde se faz a propagação das tensões. Consoante as suas características podem mesmo ser divididos em músculos da estática e da dinâmica.

O que sucede é que os músculos pelas suas características fisiológicas comportam-se como um elástico, e toda a actividade muscular seja ela estática ou dinâmica, leva sempre a encurtamento muscular e, daí, a necessidade de reeducar permanentemente os músculos. Dada a função de criarem a estrutura de suporte do corpo, têm a necessidade de estarem constantemente num estado de contração parcial denominado de tônus muscular; mesmo quando dormimos estão em constante atividade, o que vai originar um encurtamento (retração) desses mesmos músculos devido às suas propriedades elásticas.

Sabendo do conceito de que os músculos têm propriedades semelhantes a um elástico, e que só o conseguimos esticar quando o puxamos pelas duas pontas simultaneamente, rapidamente se percebe que o conceito de Reeducação Postural é um conceito global, ou seja, trabalha o indivíduo como um todo, baseado na interligação dos músculos com o esqueleto humano.


O R.P.G. apresenta-se como um método de alongamento das cadeias musculares estáticas do corpo, promovendo o alongamento da musculatura e das cadeias musculares retraídas ou encurtadas e do tecido fascial envolvente, restaurando a mobilidade articular. O trabalho respiratório é fundamental na R.P.G. para que haja um bom resultado.

Quando a respiração é desbloqueada, principalmente através da libertação do principal músculo da respiração o diafragma, todos os outros músculos ficam mais soltos permitindo a cada um de nós uma postura melhor com a eliminação das queixas e o realinhamento do corpo.

Embora este trabalho não seja doloroso, os pacientes são submetidos a alongamentos globais e progressivos que requerem alto grau de concentração e de participação para quem está a ser tratado. É devido a este trabalho, que requer uma participação muita ativa do paciente, que se consegue um eficaz alongamento dos músculos estáticos ao mesmo tempo que se fortalece os músculos dinâmicos, relacionados com o problema a tratar.

A R.P.G. tem elevado resultado não só na eliminação das queixas dos pacientes, mas também no realinhamento de todo o sistema músculo-esquelético, devido à sua incidência sobre a causa ou origem da disfunção. O individuo é visto de forma integrada, procurando-se a origem da sua dor e/ou problema, e não somente o alivio dos sintomas. Percebe-se então que o objetivo deste método é o te tratar a pessoa e não a doença.

Deste modo, a R.P.G. constitui uma técnica adequada para todos aqueles que apresentam desequilíbrios musculares, o que equivale dizer todas as pessoas que queixam de dores na coluna e membros, resultantes de problemas articulares e posturais.


As Oito Posturas do RPG
 APLICAÇÕES CLÍNICAS DO R.P.G.
 - Dores de cabeça, enxaquecas, dores de pescoço, torcicolos, tonturas, náuseas, vómitos, zumbidos nos ouvidos, causados por desvios e microlesões ocorridas na coluna cervical.

- Outros problemas de coluna como hérnias discais, prolapsos discais, espondolistese, espondilartroses, ciatalgias, lombalgias, lombago, cervicobraquialgias.* Tendinites, epicondilites, bursites, tenossinovites, ou seja, lesões causadas por esforços repetitivos.

- Deformações das curvaturas da coluna vertebral como são exemplo as escolioses, hipercifoses, retificação da coluna cervical, hiperlordoses,etc.

- Desvios da posição dos membros, nomeadamente joelhos varos e valgos, recurvato dos joelhos, pé cavo, pé plano, anteorização e elevação dos ombros.

- Outros problemas que impliquem alterações do comprimento de músculos ou grupos musculares como estrabismos, disfunções têmporo-mandíbulares (ATM) e incontinências urinárias.



                                     *MATERIAL CEDIDO PELA EQUIPE DE FISIOTERAPIA URGETRAUMA

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Mobilização Neural

A Mobilização Neural visa minimizar e ou anular a dor causada por uma disfunção em um nervo periférico. É comum na apresentação clínica da disfunção de nervos periféricos a dor em Membros Superiores e Inferiores.  Essa dor pode ser descrita de diferentes formas: “formigamento”, “choque”, “dormência”, diminuição de sensibilidade, “queimação”; sendo descrita sempre no trajeto do nervo periférico envolvido.

O tratamento com mobilização neural tem como objetivo tirar a dor e o desconforto do paciente, agindo sobre a causa da dor, seja ela por inflamação ou por compressão do nervo periférico, assim como restabelecer o fluxo sanguíneo intra neural, possibilitar o bom deslizamento do nervo dentro do canal neural, melhorar a condução do nervo.

Atua na raiz e no trajeto nervoso liberando-o de qualquer bloqueio (compressão ou aderência) e desta forma eliminando a dor localizada e/ou irradiada como, por exemplo, lombociatalgias e cervicobraquialgias. Também aplicado em LER / DORT e de forma preventiva em possíveis casos de disfunções de ordem neurogênica.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Efeitos da Massagem Transversal Profunda. - Técnica de Cyriax

     Trata-se de uma técnica de massagem aplicada transversalmente, com a intenção de manter ou restabelecer a mobilidade normal em uma estrutura atingida, ou ainda, retomar a função. Após uma lesão muscular ocorre formação de tecido cicatricial, podendo resultar em adesões entre as fibras musculares, causando dor quando o músculo se contrai. Da mesma forma, tendões e ligamentos podem ser lesados, resultando em uma cicatriz inflamada e aderência do ligamento à superfície óssea. Todos esses fatores podem levar a perda de função, dor e limitação para as atividades do cotidiano. A massagem transversa profunda é utilizada para quebrar essas adesões, permitindo aos músculos, ligamentos e tendões tratados readquirir a função normal e sem dor.

     A massagem transversa profunda não guarda qualquer relação com a massagem convencional e tem como princípio básico o realinhamento dos tecidos moles após lesão músculo-tendineo-ligamentar.

     A pressão contínua e profunda nos tecidos causa uma certa lesão local e libera uma substância similar à histamina, chamada substância H, e outros metabólicos que atuam diretamente nos capilares e arteríola no local, causando uma vasodilatação. A resposta irá depender da profundidade da manipulação e da duração da aplicação. A vasodilatação local promove um aumento do liquido tecidual na área, o que provocará distensão local. Com efeito, o movimento produz uma inflamação controlada da área alvo e, ao mesmo tempo, mobiliza as estruturas que não estavam tendo uma boa mobilidade.

     A massagem transversa profunda, juntamente com outras intervenções em um programa terapêutico planejado são úteis no tratamento das lacerações musculares, lesões musculotendinosas, tendinites e rupturas tendinosas parciais (lacerações tendoperiósticas), tendossinovites, torções ligamentares, endurecimento de áreas subcutâneas e tecido cicatricial.

    
CONTRA-INDICAÇÃO

     As principais contra-indicações para as fricções profundas são semelhantes a outros movimentos de massagem, sobretudo os que envolvem a aplicação de uma pressão significativa sobre os tecidos. Entre elas podemos citar:

>> Lacerações musculares agudas (sobretudo hematomas intramusculares);
>> Articulações agudamente inflamadas;
>> Doenças de pele (sobretudo dermatite aguda, psoríase, ou qualquer infecção cutânea comunicável) na área a ser tratada;
>> Vasos sanguíneos lesionados ou enfermos (sobretudo tromboflebite e trombose de veia profunda) na área a ser tratada;
>> Neoplasia ou tuberculose na área a ser tratada ou em suas proximidades;
>> Infecções bacterianas na área a ser tratada, ou em suas proximidades, sobretudo infecções articulares