segunda-feira, 10 de junho de 2013

Fascite Plantar - Dor na sola do pé.

fascite plantar é um problema que causa dor na sola do pé, na região próxima ao calcanhar, e muitas vezes é acompanhada de um esporão de calcâneo. Dor nos primeiros passos da manhã é um sinal característico dessa patologia que tanto atrapalha os corredores e quem caminha ou fica em pé por longos períodos ao longo do dia.
Esse quadro acontece devido a uma sobrecarga na fáscia plantar, estrutura que recobre os músculos da sola do pé. Dentre as funções da fáscia nos movimentos, incluem-se como mais importantes: auxílio na sustentação do arco medial do pé (elevação que existe na parte interna) e absorção do impacto do corpo com o solo. 
Causas de fascite plantar

A fascite plantar surge após repetitivos estresses na região da planta dos pés, causados normalmente por tensão e esgarçamento da fáscia plantar, que levam a micro traumas neste tecido e, consequentemente, inflamação da área lesionada.

A fascite plantar ocorre habitualmente em pessoas entre 40 e 60 anos, que ao longo de sua vida tiveram atividades ou problemas que provocaram repetido estresse sobre a fáscia plantar, como por exemplo:
  • Obesidade.
  • Pé chato.
  • Pé cavo.
  • Trabalhar muito tempo em pé, como seguranças, professores, cirurgiões, trabalhadores de fábrica, etc.
  • Uso excessivo de salto alto.
  • Uso de calçados pouco apropriados para os pés, como sapatos apertados, largos ou velhos.
  • Alterações da marcha, como pisar com o pé torto, principalmente com a parte de dentro dos pés.
A fascite plantar também é muito comum em pessoas que praticam determinadas atividades, como corridas, ballet, levantamento de peso e dança. Caminhada sem tênis adequado também pode causar estresse sobre a sola dos pés e levar à lesão da fáscia plantar. Estas atividades podem provocar o aparecimento precoce da fascite plantar, antes dos 40 anos.

Esporão do calcâneo e fascite plantar

O esporão do calcâneo é uma protuberância que surge no osso calcâneo devido a múltiplos microtraumatismos nesta região. Portanto, as mesmas lesões que provocam o surgimento da fascite plantar, também causam o aparecimento do esporão.

Antigamente achava-se que o esporão era uma das causas da fascite plantar, mas hoje sabe-se que só 5% dos paciente com esporão apresentam quadro de dor e inflamação na sola do pé.

Sintomas da fascite plantar

O sintoma mais comum da fascite plantar é a dor, tipo pontada, na planta do pé, especialmente na região logo abaixo do calcanhar. A dor é tipicamente pior durante os primeiros passos, como ao sair da cama de manhã ou levantar-se depois de estar sentado por algum tempo. A dor da fascite plantar costuma acometer apenas um dos pés, apesar de não ser impossível ter a lesão em ambos os pés ao mesmo tempo. 

A dor pode ser agravada por andar descalço em superfícies duras ou subir escadas. Em atletas, ela pode ser particularmente agravada pela corrida. Profissionais que permanecem em pé por muito tempo costumam se queixar de piora do quadro ao final do dia. 

Um elemento importante na história clínica é o período que antecede o início da fascite plantar. Os pacientes podem relatar que antes do aparecimento da dor haviam aumentado a quantidade das atividades físicas, mudado o tipo de calçado habitual ou sofrido algum trauma no pé.

Diagnóstico da fascite plantar

O diagnóstico pode ser feito através da história clínica do paciente e do exame físico dos pés. O médico irá procurar por sinais de lesão nos pés, pontos dolorosos e alterações anatômicas, como pé chato.

Em caso de dúvida, a ultrassonografia e a ressonância magnética podem ajudar no diagnóstico. A radiografia do pé é geralmente solicitada quando queremos descartar outras causar para a dor.

Tratamento da fascite plantar

O tratamento é inicialmente feito de forma conservadora, com repouso e gelo local. Outros tratamentos para fascite plantar  incluem:

- Fisioterapia, com execícios e alongamentos específicos para os pés e panturrilhas .
- Acupuntura, tratamento adjuvante no combate da dor e tratamento da inflamação do local.
- Calçados com palmilhas especiais. São importantes para quem trabalha muito tempo em pé.
- Em alguns casos, o uso por poucos dias de um anti-inflamatório pode ser necessário para controlar a dor.
- O uso de talas noturnas também é uma opção. 
- Pessoas com excesso de peso devem emagrecer.

Injeções de corticoides no calcanhar podem ser utilizadas nos casos em que não há resposta satisfatória ao tratamento conservador.

Em geral, mais de 80% dos pacientes respondem a esses tratamentos. A cirurgia é última opção, sendo  raramente necessária

terça-feira, 4 de junho de 2013

Recomendações do Conselho Nacional de Saúde sobre o exercício da acupuntura.

Em abril de 2012, o Conselho Nacional de Saúde recomendou aos gestores e prestadores de serviços de saúde que observem o caráter multiprofissional em todos os níveis de assistência na implementação de políticas ou programas de saúde referentes às práticas integrativas e complementares, como a acupuntura. “Na prática, não apenas médicos podem exercer a acupuntura. A contratação de forma multiprofissional é preconizada pela Politica Nacional de Praticas Integrativas e Complementares no Sistema Único de Saúde”, lembra o conselheiro nacional de saúde Wilen Heil e Silva, do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO).

        Para zelar pelo direito do usuário da saúde de acesso aos serviços envolvendo práticas integrativas e complementares, o CNS também recomendou aos conselhos estaduais e municipais de saúde que tomem as providências cabíveis para fazer valer a politica nacional.

        A utilização da acupuntura no Brasil, nos últimos 26 anos, enquanto recurso terapêutico, além de seguir a legislação sanitária, é regulamentada e fiscalizada pelos conselhos profissionais (autarquias federais). Esses conselhos reconhecem a prática e a respectiva especialização profissional, nas quais são estabelecidos, por meio de resoluções específicas, critérios para garantir à população um tratamento ético e responsável. Com isso, esta prática está respaldada com segurança e eficácia. Ao recomendar que essas informações sejam amplamente divulgadas, também com o apoio das secretarias de saúde estaduais e municipais, o CNS pretende informar corretamente a população sobre o caráter multiprofissional da acupuntura e assim ampliar o acesso da população a esta prática.

FONTE: http://conselho.saude.gov.br/ultimas_noticias/2012/19_abr_recomendacao_acupuntura.html

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Acupuntura em Dor Crônica auxilia na diminuição do uso de medicamentos.

Cerca de 40% dos trabalhos de pesquisas publicados sobre acupuntura estão relacionados ao tratamento de dor músculo-esquelética. Na prática, poucos doentes procuram ou são encaminhados para acupuntura como o primeiro método de tratamento, talvez por falta de informação adequada, ou devido a barreiras culturais e profissionais. Em geral, a maioria dos doentes faz uso de diversos analgésicos que são mantidos durante o tratamento. Estes podem ser reduzidos quando há melhora da dor. Deve-se solicitar o acompanhamento do médico que fez o encaminhamento para ajustar os medicamentos. Após o tratamento com a acupuntura, os analgésicos passam a atuar melhor, provavelmente porque há redução da intensidade da dor e do processo inflamatório. A redução do uso dos analgésicos possibilita detectar melhor os pontos sensíveis que podem ser escolhidos para tratar a dor.

Quando a dor músculo-esquelética é associada à dor neuropática, os medicamentos geralmente são mantidos, pois o tratamento medicamentoso potencializa a acupuntura. Segundo pesquisa realizada no Centro de Dor do HCFMUSP, o tratamento com acupuntura clássica proporciona resultados mais satisfatórios que a inserção de agulhas nos pontos de acupuntura e fora deles, com profundidade inadequada (tratamento de Shan). Nestes últimos casos, apenas 35% dos resultados foram satisfatórios aparente ao tratamento da dor miofascial, o valor equivalente ao efeito placebo, contra 75% de resultados satisfatórios quando o tratamento foi realizado conforme as técnicas corretas de acupuntura. Portanto, o agulhamento com técnicas corretas, aliado a outros procedimentos como ventosas, eletroestimulação e ETC, pode melhorar a eficácia da acupuntura.

Quando não há melhora da dor crônica após cinco sessões de acupuntura ou redução de menos 50% da sua intensidade, deve-se associar a ela antidepressivos tricíclicos, neurolépticos, anticonvulsivantes e ou miorrelaxantes, na dependência da condição clínica. Em casos de dor neuropática, a medicação deve ser mantida desde o início do tratamento. Os analgésicos podem ser prescritos pelo médico responsável desde que haja real necessidade de seu uso; com o transcorrer do tratamento pode-se reduzir progressivamente a dosagem dos analgésicos, à medida em que há melhora dos sintomas.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Oncologia - Fisioterapia para Cirurgias de Cabeça e Pescoço.

Cabeça e pescoço é uma especialidade cirúrgica que trata principalmente dos tumores benignos e malígnos da região da face, cavidades nasais, seios paranasais, boca, faringe, laringe, tireoide, paratireoide, glândulas salivares, dos tecidos moles do pescoço e tumores de pele da face e couro cabeludo.

Dentre as cirurgias mais comumente realizadas pela especialidade, podemos citar as tireoidectomias, traqueostomias, cirurgias de glândulas salivares (parótida e submandibular), tumores da boca e da laringe.

Em oncologia, a diferenciação do tipo, tamanho e localização do tumor são fatores primordiais, influenciando diretamente o tipo de intervenção cirúrgica. Em algumas cirurgias de cabeça e pescoço, o procedimento requer algumas retiradas radicais, além do tumor, o esvaziamento ganglionar cervical também  torna-se necessário.

A principal preocupação do cirurgião é a de extirpar o tumor, atuando com margens de segurança, de maneira que se consiga diminuir ou anular os riscos de recidiva ou disseminação da doença. Na tentativa de erradicar o câncer, é comum termos como consequência das cirurgias, sequelas estéticas e funcionais.

A face é amplamente acometida no pós-operatório de cirurgias de cabeça e pescoço, devendo ser motivo de atenção pela deformidade que traduz, tanto do ponto de vista físico quanto psicológico.

Algumas sequelas, como edema, alterações de sensibilidade e da mímica facial, instalam-se imediatamente no pós-operatório de cabeça e pescoço, podendo evoluir indesejavelmente quando não tratadas.

O tratamento fisioterápico no pós-operatório de cabeça e pescoço consiste em muita estimulação tátil e exercícios de mímica facial, já que a estimulação elétrica é controversa, devido a alteração ou ausência de sensibilidade.

O edema no pós-operatório de cabeça e pescoço é consequência da obstrução linfática e venosa devido à secção de seus vasos no transcurso da cirurgia, ou da compressão mecânica produzida por hematomas.

O edema torna-se localizado e organizado, propiciando então o aparecimento de tecido fibroso, que tende a encolher, podendo levar também à formação de aderências. Esse processo pode ser agravado quando o paciente é submetido à radioterapia. Se houver o esvaziamento ganglionar o linfedema poderá aparecer.

Se houver lesão nervosa do nervo facial, ocorrerá a paralisia facial. Se houver a retirada do nervo espinhal acessório, o paciente terá dificuldade em levantar e abrir o braço devido a paralisia do músculo trapézio, que poderá vir acompanhada de instabilidade da escápula e dor; e a isso chamamos de Síndrome do Ombro Doloroso.

Trismo que é a dificuldade para abrir a boca, com endurecimento da articulação temporo mandibular (ATM), pode ocorrer de 3 a 6 meses após a cirurgia ou principalmente após a radioterapia.

A reabilitação difere em cada caso e o paciente deve ser instruído com noções básicas da anatomia e fisiologia muscular, necessárias para melhor compreensão dos procedimentos e objetivo do tratamento.

Os exercícios são propostos de acordo com a avaliação fisioterapêutica e o tratamento direcionado às necessidades particulares de cada paciente, dando maior ênfase aos segmentos mais comprometidos. Mas é importante ressaltar e ter a visão global do paciente. A dor torna-se um fator limitante de algumas atividades diárias, antes mesmo da falta ou diminuição de um movimento. Lança-se mão de algumas técnicas que visam o alívio da dor, como a eletroterapia, acupuntura, relaxamento e alongamentos, para então iniciarmos com as atividades para restauração de mobilidade articular das estruturas envolvidas, força  muscular e até mesmo melhora da sensibilidade local.

O tratamento da fisioterapia pode ser longo em alguns casos, mas o sucesso é obtido com a aplicação de técnicas adequadas, regularidade e comprometimento do paciente. O mais importante é a abordagem inicial ser imediata para oferecer  uma melhora da qualidade de vida.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Acupuntura para Enxaqueca

ACUPUNTURA MELHORA EM ATÉ
2/3 AS CONDIÇÕES DA ENXAQUECA

Uma noite mal dormida, um choque nervoso, estresse ou depressão, podem ser suficientes para que certos indivíduos, que hoje constituem boa parte da população, possam sentir uma terrível dor de cabeça – a temível enxaqueca. Segundo o presidente da Associação Médica Brasileira de Acupuntura (AMBA), Dr.Ruy Tanigawa, este mal se caracteriza por se repetir periodicamente sob a forma de dor unilateral no início e, às vezes, bilateral ou generalizada. Pode ser pulsátil, com crises que duram minutos e até vários dias. A dor pode se localizar, também, na região temporal ou em qualquer lugar da cabeça, rosto ou pescoço. Náuseas, vômitos, fotofobia, diarréia ou constipação, irritabilidade, sensação de cansaço e palpitações, são outros sintomas. Pode ocorrer a vermelhidão e inchaço dos olhos e lacrimejamento, além da congestão nasal e inchaço da mucosa dessa região.



O Dr. Ruy esclarece que alguns tipos de enxaqueca emitem sinais premonitórios. Ele disse que: “Ao sentir tais sinais, o indivíduo sabe que vai ter uma crise de enxaqueca; há rubor ou palidez facial, vertigens transitórias e anormalidades visuais. A pessoa começa a enxergar escotomas cintilantes (estrelinhas), surgem anomalias no campo visual e hemiplegia (paralisias). Estas anormalidades visuais e neurológicas se apresentam em 10% a 15% dos casos”.

PERFIL DO PACIENTE

Na medicina moderna, já existe até um perfil dos pacientes de enxaqueca. São pessoas ansiosas, se esforçam para atingir seus objetivos, têm desejo de perfeição, são amantes da ordem, inflexíveis, mais tensos do que pessoas normais, ressentidos e fatigados. Querem ter sempre a aprovação de seus atos por aqueles que os rodeiam.

A medicina vem estudando esta patologia há muitos anos, e constatou que ela reduz a atividade cerebral (veja área escurecida na tomografia), mas ainda não estabeleceu uma cura definitiva. Sabe-se que existe uma predisposição familiar, mas a enxaqueca é causada por vários fatores. Muitas vezes, uma medicação é prescrita. Porém, embora com resultados favoráveis, os pacientes deixam de administrá-la, sobretudo quando deve ser usada por muito tempo. Isto acontece por causa dos efeitos colaterais dos remédios. Entre esses efeitos indesejáveis, estão os distúrbios do sistema digestivo e efeitos sobre o sistema neurológico. O indivíduo sente-se mal, fora de seu estado normal, há interferência nos reflexos, e outras manifestações que prejudicam o cotidiano do paciente.

A Acupuntura chega a melhorar em até 2/3 as condições do paciente enxaquecoso, o que pode ser considerado algo significativo, sem que o indivíduo tenha de tomar remédios. Todos os meridianos do corpo humano estão correlacionados a órgãos internos, ligados ao cérebro. Assim, por exemplo, um ponto de Acupuntura localizado nos pés, está ligado a algum órgão via sistema nervoso central e, sendo estimulado pela agulha, pode aliviar a dor de cabeça.

“Seja lá qual for o tipo de dor, é necessário estabelecer a causa, o que só pode ser feito por diagnóstico clínico e cinético funcional.”, finalizou o Dr. Ruy Tanigawa.

Fonte: Amba News

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Câncer de Cabeça e Pescoço e a Fisioterapia

             A cirurgia de cabeça e pescoço é uma especialidade cirúrgica que trata principalmente dos tumores benignos e malígnos da região da face, cavidades nasais, seios paranasais, boca, faringe, laringe, tireoide, paratireoide, glândulas salivares, dos tecidos moles do pescoço, e tumores de pele da face e couro cabeludo.
Dentre as cirurgias mais comumente realizadas pela especialidade, podemos citar as tireoidectomias, traqueostomias, cirurgias de glândulas salivares (parótida, submandibular), tumores da boca e da laringe.
Em algumas cirurgias de cabeça e pescoço, o procedimento requer algumas retiradas radicais, além do tumor, o esvaziamento cervical também torna-se necessário.
Estruturas anatômicas, como nervos e músculos envolvidas no procedimento, acabam enfrentando sofrimento e, às vezes, até lesão em decorrência da cirurgia, ocasionando sequelas, perda de funcionalidade e dor no pós-operatório. A fisioterapia geralmente é necessária para a reabilitação e retorno das funções, o mais próximo do normal, dos pacientes. Vale ressaltar que a intervenção de toda equipe multidisciplinar é fundamental para o sucesso do tratamento.
O tratamento fisioterapêutico busca o retorno da funcionalidade de grupos musculares envolvidos no procedimento cirúrgico em que as sequelas se estabeleceram. Mas é importante ressaltar e ter a visão global do paciente. A dorn torna-se um fator limitante de algumas atividades diárias, antes mesmo da falta ou diminuição de um movimento. Lança-se mão de algumas técnicas que visam ao alívio da dor, como a eletroterapia, relaxamento e alongamentos, para então iniciarmos com as atividades para restauração de mobilidade articular das estruturas envolvidas, força muscular e até mesmo melhora da sensibilidade local. O trabalho realizado para a recuperação citada, dependendo de cada paciente , tem como base os exercícios assistidos, ativos e de resistência para membros superiores, entre outros.
O tratamento da fisioterapia pode ser longo em alguns casos, mas o sucesso é obtido com a aplicação de técnicas adequadas, regularidade e adesão. O mais importante é a abordagem inicial ser imediata, para oferecer a melhora da qualidade de vida e o retorno às atividades de vida diária, o mais precoce possível.
                                                                http://www.clinionco.com.br/

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Benefícios do Power Plate na Reabilitação

Principais Vantagens do treino no Power Plate:
  1. Treino completo em até 30 minutos;
  2. Menos tempo para obter resultados visíveis
  3. Estimulação das fibras musculares 40 a 60% superior ao treino de musculação normal;
  4. Aumento da força e definição muscular
  5. Combate a celulite
  6. Promove ganho de massa e força muscular em exercícios de cadeia fechada (mais seguro contra lesões)
  7. Com apenas 12 minutos de exercício pode-se perder até 200 calorias.
  8. Pode ser utilizado tanto por pessoas da terceira idade até atletas de elite
O que é o Power Plate?
  • O Power Plate é uma plataforma vibratória que permite realizar exercícios para todas as partes do corpo de forma muito mais eficiente.
  • Em um treino convencional de musculação o recrutamento de fibras musculares é de 50 a 80% do total. No treino com o Power Plate é possível recrutar até 100% das fibras musculares.
  • Com o Power Plate é possível treinar os músculos dos braços, pernas, peitorais, costas e abdominais assim como realizar alongamentos e massagens.
Como é o treino no Power Plate ?


  • Treinamento personalizado de acordo com as características de cada pessoa e da finalidade do treinamento:
    1. Fortalecimento,
    2. Queima de gordura
  • Supervisão de uma fisioterapeuta o tempo todo
  • Sala individual
  • Pacotes de sessões de 30 minutos

EM BREVE NA URGETRAUMA FISIOTERAPIA
Fone: (51) 3361.3034

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Fisioterapia Esportiva

A fisioterapia esportiva surgiu tratando de lesões causadas por diversas modalidades esportivas, mas com o passar dos anos o fisioterapeuta que trabalha nessa área, vem se destacando atuando na prevenção dessas lesões e mantendo se possível a integridade musculo-esquelética dos atletas.

Os aspectos analisados para realizar a prevenção são:

  • Saber quais são as lesões mais frequentes em determinada prática esportiva.
  • Conhecer e identificar o mecânismo de lesão(contato direto,uso excessivo,forças de tração).
  • O nível de competição de cada atleta ou grupo de atletas(amador,profissional,escolar,olímpico e até mesmo de finais de semana).
  • Faixa etária do grupo avaliado.
  • Analisar o ambiente em que são realizados os treinos.

O fisioterapeuta que trabalha com esportistas,não deve esquecer que o preparo físico do atleta não é tudo que deve ser avaliado, mas saber também que a ansiedade e distúrbios psicológicos também são fatores predisponentes a lesões. O índice de ansiedade do atleta e o tempo para retorno aos treinos ou jogos, deve ser considerado dentro de um programa de reabilitação esportiva. Sabe-se que a maioria das lesões durante a prática esportiva ocorrem como resposta a uma composição inadequada de forças, de modo que é essencial o fisioterapeuta conhecer biomecânica profundamente para tratar e prevenir as lesões.Podemos citar como medidas preventivas então os seguintes itens:

  • Preparo adequado físico e mental.
  • Uso de sapatos adequados.
  • Conhecimento acerca dos fatores climáticos( tipos de lesão no frio e calor).
  • Proteção das áreas mais suscetíveis.
  • Biotipo coerente com o esporte praticado.
  • Repouso adequado.
  • Pratica de atividades compensatórias.

Quando a prevenção primária não foi possível, estabelece-se a necessidade de pensar no nível secundário,para evitar o surgimento de complicações que podem aumentar o tempo de afastamento do atleta. Os aspectos mais importantes nessa etapa da reabilitação aparecem de acordo com o tipo de lesão, mas podemos dizer que os mais comuns são:

  • Controle de dor(analgesia).
  • Minimizar o processo inflamatório.
  • Restaurar a amplitude de movimento.
  • Melhorar força muscular e resistência.
  • Treinos proprioceptivos ( padrões adequados de acordo com o esporte praticado).
  • Evitar compensações posturais, pois estas, poem favorecer a ocorrência de novas lesões quando o atleta retornar as atividades normais.
  • Evitar o surgimento de lesões recidivantes.

Essas são algumas das funções do fisioterapeuta que atua na área esportiva.

sábado, 3 de setembro de 2011

O Papel da Fisioterapia em Pacientes com Disfunções Pulmonares

     As disfunções pulmonares de maior impacto aos pacientes são o DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) e o Câncer de Pulmão. Levam frequentemente a hospitalizações e ao afastamento das atividades profissionais ou diárias.
     Uma complicação frequênte em paciente acamado é a atelectasia, que é o fechamento parcial ou total do alvéolo com resultado de diminuição da capacidade funcional residual, da respiração superficial e diminuição dos movimentos ativos e mudanças de decúbito. A atelectasia pode levar a hipoxemia e ao aumento de secreção. E pode ser prevenida com mudanças de decúbito, incentivo da atividade voluntária, aumento da profundidade da respiração, e tratada com cinesioterapia e percussão terapêutica.
     A sensação de falta de ar limita as atividades diárias do paciente como caminhar, subir escada, tomar banho, alimentação, concentração e memória, dentre outros
     Segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT, 2000) exercícios de controle respiratório auxiliam o paciente a manejar a dispneia e evitar a ansiedade durante um ataque dispneico.                  
     Durante as atividades diárias o paciente deve aprender a expirar durante os esforços e inspirar nos momento de relaxamento. Por  exemplo, ao levantar um peso, a orientação é primeiro inspirar na preparação da atividade, expirar ao levantar o objeto e inspirar ao sustentar o peso e assim por diante, sem a realização da manobra de valsalva (prender a respiração) e manter uma frequência ritmada. 
     Outros exercícios como respiração diafragmática (insuflação abdominal), expiração frenolabial (expiração com lábio semicerrado), ensinar o paciente a encontrar posições confortáveis e associar atividades funcionais, além de melhorar a troca de gases pulmonares, diminuem o aprisionamento de ar, mobilizam as secreções e auxiliam no relaxamento do paciente.
     Especificamente para o relaxamento do paciente, a massoterapia e alongamentos são úteis na diminuição da ansiedade e dos aspectos emocionais da dispneia e aliviam a tensão muscular gerada pelo esforço respiratório.
     A fisioterapia respiratória atua em patologias pulmonares obstrutivas através de percussões, drenagem postural e manobras respiratórias como tosse assistida. Outro método útil para a mobilização de secreção pulmonar é o instrumento de oscilação expiratória (Flutter®), que se utilizado sequencialmente por quatro semanas causa a diminuição da viscoelasticidade do muco.
    O posicionamento é importante para o paciente acamado. A posição sentada aumenta os volumes pulmonares e diminui o trabalho respiratório dos pacientes. Técnicas de vibração e percussão auxiliam na higiene brônquica através da propagação de energia mecânica através da parede torácica.
    Um método de aumentar a efetividade da tosse é a manobra chamada huffing, onde se orienta ao paciente criar uma base de suporte para os abdominais abraçando um travesseiro, solicita-se então a realização de três expirações com a boca aberta e então, segue-se a tosse.
     Em alguns casos, é necessário realizar a aspiração da secreção por meio de sonda. Sendo que, primeiramente, devesse prevenir o acúmulo de secreção orientando o paciente e familiares, mudando o decúbito, estimulando a tosse, hidratando o paciente e fazendo o uso de medicação específica.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Síndrome do Túnel do Carpo - Causas, Diagnóstico e Tratamento

Síndrome do túnel do carpo é uma neuropatia resultante da compressão do nervo mediano no canal do carpo, estrutura anatômica que se localiza entre a mão e o antebraço. Através desse túnel rígido, além do nervo mediano, passam os tendões flexores que são revestidos pelo tecido sinovial. Qualquer situação que aumente a pressão dentro do canal provoca compressão do nervo mediano e a síndrome do túnel do carpo.

Causas
A causa principal da síndrome do túnel do carpo é a L.E.R. (Lesão do Esforço Repetitivo), gerada por movimentos repetitivos como digitar ou tocar instrumentos musicais. Existem também causas traumáticas (quedas e fraturas), inflamatórias (artrite reumatóide), hormonais e medicamentosas. Tumores também estão entre as possíveis causas da síndrome.

Sintomas
O principal sintoma é a parestesia, uma sensação de formigamento, de dormência, que se manifesta mais à noite e ocorre fundamentalmente na área de enervação do nervo mediano.
A evolução da síndrome dificulta manipular estruturas pequenas e executar tarefas simples como pregar um botão, enfiar uma agulha, segurar uma xícara.

Diagnóstico
Dois testes ajudam a estabelecer o diagnóstico: o teste de Phalen e o teste de Tinel.
O primeiro consiste em dobrar o punho e mantê-lo fletido durante um minuto. Como essa posição aumenta a pressão intracarpeana, se houver compressão do nervo, os sintomas pioram.
O teste de Tinel consiste em percutir o nervo mediano. Se ele estiver comprometido, a sensação será de choque e formigamento.
Em alguns casos, é necessário pedir uma eletroneuromiografia para fechar o diagnóstico.

Tratamento
O tratamento leva em conta o grau de comprometimento da doença. Se for leve, indica-se a colocação de uma órtese para imobilizar o pulso e o uso de antiinflamatório não-hormonal. Se não houver melhora, aplica-se cortisona dentro do canal do carpo.
Esgotadas as possibilidades de tratamento clínico, é indicada a cirurgia.

Recomendações
* Tente evitar atividades que impliquem movimentos de flexo-extensão do punho;
* Lembre-se de que alterações dos hormônios da tireóide e doenças como diabetes podem acarretar neuropatias compressivas. Procure o médico se tiver sensação de formigamento nas mãos;
* Mulheres no climatério estão mais sujeitas à síndrome do túnel do carpo, por causa da queda na produção de estrógeno;
* Sente-se corretamente e apóie braços e punhos quando usar o computador. Não se esqueça de que seu uso inadequado é um fator de risco para L.E.R. e a síndrome do túnel do carpo.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Bursite pode ser tratada com acupuntura

Bursite é a inflamação da bursa, pequena bolsa contendo líquidos que envolvem as articulações e funciona como amortecedor entre ossos, tendões e tecidos musculares.

Qualquer processo inflamatório nestes tecidos moles, será percebido frequentemente por pacientes em forma de dor intensa, edema (inchaço), inflamação e restrição de movimento.
Suas causas são as mais variadas podendo a doença ser causada por traumatismo, infecções, lesões por esforço, uso excessivo das articulações, movimentos repetitivos, artrite e gota.


OS TIPOS MAIS COMUNS DE INFLAMAÇÃO NA BURSA
 BURSITE SUBDELTÓIDEA AGUDA: o problema começa de repente e atinge seu ápice em apenas três dias. O paciente relata dores que aumentam com o tempo e se tornam intensas nos dez primeiros dias. Do ombro, elas 'descem' até o punho. No exame clínico, o especialista, em geral, encontra uma acentuada limitação da mobilidade. A cura espontânea pode levar cerca de seis semanas. Entretanto, as recaídas são comuns, seja no mesmo ombro ou no lado oposto.
BURSITE SUBDELTÓIDEA CRÔNICA: é bom deixar claro que esta é uma doença à parte e não uma seqüela de uma inflamação aguda não tratada. A bursite crônica primária pode ocorrer entre os 15 e 65 anos e parece ser resultado de alguma outra afecção do ombro. Já a bursite crônica secundária, mais freqüente, é uma seqüela de problemas no manguito, ou na articulação acrômio-clavicular ou de irregularidades no acrômio e/ou no grande tubérculo, depois de uma fratura na região, por exemplo. Nesses casos também existem dores localizadas e restrições de movimento.
BURSITE SUBCORACÓIDE: em geral, esse tipo acontece quando há rotações violentas e repetidas do úmero, osso do braço que se articula com as estruturas do ombro. É o que acontece com atletas como arremessadores de disco. Os principais sintomas dessa inflamação incluem dor do ombro e limitação dos movimentos.


Uma das opções de tratamento, a acupuntura tem se mostrado bastante eficaz tanto no alívio das dores quanto na prevenção de novas crises. A técnica, nesses casos, é focada para tirar dores, desinflamar a região afetada e melhorar a circulação do sangue.

No procedimento não há efeitos colaterais, é minimamente invasivo e indolor, desde que realizado corretamente por médico habilitado. Durante o tratamento, o paciente não deve forçar movimentos, evitar pegar peso, e em alguns casos, ficar em repouso, para aumentar gradativamente os movimentos até a recuperação total.

Como os sintomas de bursite podem ser confundidos com outros problemas que atingem as articulações, o diagnóstico é feito clinicamente, obtido por meio de exames complementares. Uma vez descoberta à origem da inflamação, o profissional em acupuntura poderá administrar o tratamento mais correto.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A importância da acupuntura no tratamento do câncer

A acupuntura pode melhorar consideravelmente a imunidade de uma pessoa com câncer.

Técnicas de acupuntura podem ajudar em transtornos emocionais e falta de apetite. Em casos de pacientes que se submetem à quimioterapia e à radioterapia, é notável o efeito da acupuntura na redução das náuseas ou vômitos. Além disso, há uma grande vantagem desta técnica: Qualquer pessoa de qualquer idade pode ser tratada com acupuntura, exceto os pacientes com infecções generalizadas de pele.

Os diferenciais da acupuntura estão no campo de atuação que é amplo, devido a sua própria natureza e mecanismos de ações, pois, ao estimular o sistema nervoso, regula e harmoniza o funcionamento do organismo como um todo.

Essa técnica tem demonstrado eficácia no tratamento de doenças neurológicas, psiquiátricas, ortopédicas, respiratórias, entre outras. Reconhecendo a importância deste tratamento, a Organização Mundial de Saúde (OMS) organizou uma extensa lista de doenças tratáveis com a acupuntura e esta lista, através de estudos científicos rigorosos, tem crescido cada vez mais.

O procedimento é uma modalidade terapêutica praticada na China há mais de cinco mil anos. Foi trazida para o Ocidente no século 16. Criou-se então um conceito de “acupuntura ocidental” que é uma adaptação da Medicina Tradicional Chinesa, que leva em consideração os conhecimentos atuais de anatomia, bioquímica, fisiologia e patologia.

No Brasil, deixou de ser uma ”terapia alternativa” para tornar-se uma “terapia complementar”, com o reconhecimento como especialidade médica e do fisioterapeuta.

Esse tratamento se utiliza de agulhas, moxas e outros instrumentos e age por meio de liberação de substâncias químicas no organismo. Como consequência, produz efeito analgésico, anti-inflamatório e relaxante muscular, aliviando assim a dor e outros sintomas de determinadas doenças. Esse estímulo aciona áreas cerebrais onde se liberam neurotransmissores específicos, determinando uma função. Nos últimos anos, intensificaram-se as pesquisas científicas para elucidar os efeitos da acupuntura e em quais situações ela deve ser prescrita. Nos EUA, o National Institute of Health (NIH) registra como vantagens da técnica a baixa incidência de efeitos adversos e a melhora de sintomas.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Dúvidas Frequentes Sobre Acupuntura

1. CRIANÇAS PODEM FAZER ACUPUNTURA?

Sim, porém se faz necessário, na maioria dos casos , a substituição por laser , STIPER, dentre outras ferramentas.
2. AS MULHERES GRÁVIDAS PODEM FAZER ACUPUNTURA?

Sim, visto que a terapia auxilia na diminuição de lombalgias, diminuição da ansiedade e náuseas, potencializar a qualidade do sono, dentre outros.

Existem alguns pontos que não deverão ser punturados, pois viabilizam contrações uterinas, provocando o aborto, mas um profissional especialista em Acupuntura sabe eleger adequadamente os pontos.

3. DEVO PARAR DE TOMAR MEUS REMÉDIOS ENQUANTO FAÇO ACUPUNTURA?

Não, visto que apenas o profissional que prescrevera pode suspender a medicação. Apesar de algumas medicações alopáticas mascararem alguns sintomas, o especialista em Acupuntura saberá identificar distúrbios energéticos. 

Com o tratamento de Acupuntura o cliente perceberá mudanças fisiológicas e na maioria dos casos o médico responsável pela prescrição medicamentosa , normalmente, altera a dosagem. Em muitos casos o médico suspende as medicações. 


4. PRECISO DE UM ENCAMINHAMENTO MÉDICO PARA FAZER ACUPUNTURA?

Não. Após a anamnese (entrevista), caso necessário o profissional encaminhará o cliente para o médico responsável e com auxílio de exames laboratoriais saberá identificar a terapia recomendada. O especialista em Acupuntura sabe identificar problemáticas que podem ou não ser tratadas por meio da terapia.

O importante é valorizar o trabalho da equipe multidisciplinar para que cada profissional trabalhe com excelência, com respeito a ética - legal - profissional.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Acupuntura pode doer ?

As agulhas de Acupuntura são 25 a 50 vezes mais finas do que uma agulha comum. Isso significa que é uma prática quase que completamente indolor.

Na maioria dos casos, as pessoas não sentem absolutamente nada e poucos pacientes relatam algum tipo de desconforto no momento em que as agulhas penetram na pele. Sensações de cólicas, formigamento, dormência, calor ou preguiça são os efeitos relatados por esses pacientes. As agulhas são deixadas no local de vinte a quarenta minutos e a maioria das pessoas considera a experiência extremamente relaxante.

Em caso de dor, é importante que seu acupunturista saiba imediatamente, para que possa tornar o procedimento mais confortável. Em pessoas sensíveis à Acupuntura ou com fobia de agulhas, o acupunturista poderá usar agulhas ainda mais finas para ter um efeito suave.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Reeducação Postural Global - R.P.G.

Não é de hoje que sabemos que uma boa postura implica a manutenção do corpo no seu perfeito eixo de equilíbrio. O que nos mantém de pé contra a gravidade, a mais poderosa força que afeta ininterruptamente o ser humano, é a cadeia dos músculos estáticos e tecido fascial que nos envolve.

Através dos nossos músculos estáticos, músculos da postura, enfrentamos o terrível efeito da gravidade e, por essa mesma razão, estes músculos existentes no nosso corpo estão em constante atividade e consequentemente em encurtamento.

Tendo em conta o conceito de que os músculos são os responsáveis pelos movimentos das aritculações, quer dizer de todo o corpo, e que os mesmos estão divididos em grupos com funções antagônicas, torna-se fácil compreender que quando há um  desequilíbrio muscular, ocorrido numa atividade desse mesmo músculo ou grupo muscular, irá provocar um encurtamento do mesmo. Em termos práticos as consequências são nada mais, nada menos do que um desalinhamento do aparelho músculo-esquelético. Este desalinhamento terá como repercussões do nosso organismo o aparecimento de alterações posturais, ou como se diz na gíria popular, “andar torto”.

O corpo apresenta-se como uma grande rede de músculos interligados, onde a propagação de tensões musculares se faz pelo “efeito de dominó”. Assim sendo, o nosso corpo apresenta várias cadeias musculares com localizações e funções diferentes, muitas vezes antagônicas por onde se faz a propagação das tensões. Consoante as suas características podem mesmo ser divididos em músculos da estática e da dinâmica.

O que sucede é que os músculos pelas suas características fisiológicas comportam-se como um elástico, e toda a actividade muscular seja ela estática ou dinâmica, leva sempre a encurtamento muscular e, daí, a necessidade de reeducar permanentemente os músculos. Dada a função de criarem a estrutura de suporte do corpo, têm a necessidade de estarem constantemente num estado de contração parcial denominado de tônus muscular; mesmo quando dormimos estão em constante atividade, o que vai originar um encurtamento (retração) desses mesmos músculos devido às suas propriedades elásticas.

Sabendo do conceito de que os músculos têm propriedades semelhantes a um elástico, e que só o conseguimos esticar quando o puxamos pelas duas pontas simultaneamente, rapidamente se percebe que o conceito de Reeducação Postural é um conceito global, ou seja, trabalha o indivíduo como um todo, baseado na interligação dos músculos com o esqueleto humano.


O R.P.G. apresenta-se como um método de alongamento das cadeias musculares estáticas do corpo, promovendo o alongamento da musculatura e das cadeias musculares retraídas ou encurtadas e do tecido fascial envolvente, restaurando a mobilidade articular. O trabalho respiratório é fundamental na R.P.G. para que haja um bom resultado.

Quando a respiração é desbloqueada, principalmente através da libertação do principal músculo da respiração o diafragma, todos os outros músculos ficam mais soltos permitindo a cada um de nós uma postura melhor com a eliminação das queixas e o realinhamento do corpo.

Embora este trabalho não seja doloroso, os pacientes são submetidos a alongamentos globais e progressivos que requerem alto grau de concentração e de participação para quem está a ser tratado. É devido a este trabalho, que requer uma participação muita ativa do paciente, que se consegue um eficaz alongamento dos músculos estáticos ao mesmo tempo que se fortalece os músculos dinâmicos, relacionados com o problema a tratar.

A R.P.G. tem elevado resultado não só na eliminação das queixas dos pacientes, mas também no realinhamento de todo o sistema músculo-esquelético, devido à sua incidência sobre a causa ou origem da disfunção. O individuo é visto de forma integrada, procurando-se a origem da sua dor e/ou problema, e não somente o alivio dos sintomas. Percebe-se então que o objetivo deste método é o te tratar a pessoa e não a doença.

Deste modo, a R.P.G. constitui uma técnica adequada para todos aqueles que apresentam desequilíbrios musculares, o que equivale dizer todas as pessoas que queixam de dores na coluna e membros, resultantes de problemas articulares e posturais.


As Oito Posturas do RPG
 APLICAÇÕES CLÍNICAS DO R.P.G.
 - Dores de cabeça, enxaquecas, dores de pescoço, torcicolos, tonturas, náuseas, vómitos, zumbidos nos ouvidos, causados por desvios e microlesões ocorridas na coluna cervical.

- Outros problemas de coluna como hérnias discais, prolapsos discais, espondolistese, espondilartroses, ciatalgias, lombalgias, lombago, cervicobraquialgias.* Tendinites, epicondilites, bursites, tenossinovites, ou seja, lesões causadas por esforços repetitivos.

- Deformações das curvaturas da coluna vertebral como são exemplo as escolioses, hipercifoses, retificação da coluna cervical, hiperlordoses,etc.

- Desvios da posição dos membros, nomeadamente joelhos varos e valgos, recurvato dos joelhos, pé cavo, pé plano, anteorização e elevação dos ombros.

- Outros problemas que impliquem alterações do comprimento de músculos ou grupos musculares como estrabismos, disfunções têmporo-mandíbulares (ATM) e incontinências urinárias.



                                     *MATERIAL CEDIDO PELA EQUIPE DE FISIOTERAPIA URGETRAUMA

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Mobilização Neural

A Mobilização Neural visa minimizar e ou anular a dor causada por uma disfunção em um nervo periférico. É comum na apresentação clínica da disfunção de nervos periféricos a dor em Membros Superiores e Inferiores.  Essa dor pode ser descrita de diferentes formas: “formigamento”, “choque”, “dormência”, diminuição de sensibilidade, “queimação”; sendo descrita sempre no trajeto do nervo periférico envolvido.

O tratamento com mobilização neural tem como objetivo tirar a dor e o desconforto do paciente, agindo sobre a causa da dor, seja ela por inflamação ou por compressão do nervo periférico, assim como restabelecer o fluxo sanguíneo intra neural, possibilitar o bom deslizamento do nervo dentro do canal neural, melhorar a condução do nervo.

Atua na raiz e no trajeto nervoso liberando-o de qualquer bloqueio (compressão ou aderência) e desta forma eliminando a dor localizada e/ou irradiada como, por exemplo, lombociatalgias e cervicobraquialgias. Também aplicado em LER / DORT e de forma preventiva em possíveis casos de disfunções de ordem neurogênica.